No dia em que meu amor chegou, um texto no Amálgama sobre como sobrevivi aos vinte e três dias mais penosamente longos que os relógios jamais fabricaram.
Tuitar este postO desamparo e o abandono
Eu não sei nada de história, nada das guerras e das políticas do mundo. Sou apenas mais uma meio intelectual meio de esquerda meio fajuta que nunca estudou nada direito, que em algum momento leu um pouco de psicanálise e em todos os momentos ouviu muita música, e essa daí sou eu.
Infelizmente, este não foi um parágrafo introdutório de falsa modéstia que agora irei refutar safadamente com considerações brilhantes sobre a geopolítica mundial. Não porque eu não seja falsa, mas só porque a modéstia não me atrai. Querem ver como eu sou foda? Sou a digitadora mais rápida que eu conheço e tenho uma capacidade aparentemente infinita de memorizar solos do Pat e falas do Seinfeld. Eu amo os meus talentos.
Portanto, quando digo que não sei nada de história, nada das guerras e das políticas do mundo, é pra acreditar. Se eu soubesse, diria com o maior orgulho. Como não sei, hoje descobri uma coisa que certamente é perfeitamente sabida pelas pessoas bem-informadas e politizadas no mundo. Eu não sabia, e talvez agora eu tenha que me tornar uma dessas pessoas.
***
Sabe. Quando a gente estuda, ou ouve falar, ou vê um filme, qualquer coisa - sobre uma guerra. Ou, quando se quer suavizar, “conflito”. Eu sou capaz de pensar em duas configurações. A primeira, básica, é A contra B, claro. E a outra, que talvez não deva ser chamada de guerra e sim de dominação, massacre ou horror generalizado, é quando A ou B resolve foder com a população, ou parte dela. Se eu for pensar em todas as guerras e massacres de que eu, leiguissimamente, já tive notícia, vai ser meio que uma coisa ou outra. Estou ignorando a complexidade das coisas? Sim. Estou sim-pli-fi-can-do. Justamente para entender melhor esta outra, para mim inédita, configuração:
Imaginem que A está contra B. E, juntos, A e B fodem com a população, numa mescla das duas situações acima. E quando eu digo que fodem, não quero dizer que A e B ficam lá brigando e pro povo, sei lá, falta água, comida, diversão e arte. Estou dizendo que a briga de A contra B, em termos práticos, consiste justamente no extermínio de parte (bem específica) da população.
***
No excelente The Gift of Fear, o autor propõe um exercício fascinante: “pense na maior violência, na maior crueldade que você acha que um ser humano é capaz de infligir a outro”.
Pensaram aí?
Diz o autor que, se você imaginou X, pode estar certo de que em algum lugar, de alguma forma, alguém já fez, está fazendo ou fará X a outra pessoa.
Mas e quando você se dá conta de que existe um tipo de violência que nem seus impulsos mais sádicos foram capazes de conceber?
***
Região serrana do Peru, anos 80. Tínhamos de um lado - quem mais? - o Exército, defendendo a nação da ameaça comunista. Para isso, a estratégia adotada foi matar milhares de camponeses - índios, pobres e analfabetos. Do outro, o Sendero Luminoso, tentando instalar no país a ditadura do proletariado. Para isso, a estratégia adotada foi matar milhares de camponeses - índios, pobres e analfabetos.
???
Vocês me desculpem, mas eu nunca tinha visto isso. Na minha ignorância, eu não sabia que isso existia: A e B, em guerra!, em oposição!, na prática, ambos, matando C.
Não era mais fácil se unirem e matarem os camponeses todos juntos duma vez?
***
Quando se fala num povo massacrado por outro, ou 1) se fala também num terceiro povo que vem em seu socorro; 2) não chega socorro algum, o povo é massacrado mesmo e acabou. O que eu não conhecia era um povo massacrado duas vezes, por instituições diferentes, com objetivos diferentes - e, no entanto, com métodos tão parecidos.
Aí temos, portanto, meu mais recente exemplo paradigmático de abandono total e supremo: esses índios peruanos, além de sofrerem a violência duas vezes, não receberam ajuda de lado algum. Formaram suas próprias milícias e perpetraram ainda mais violência.
Não quero com isso estabelecer algum ranking idiota da violência e ver qual povo sofreu mais, se os peruanos ou os palestinos ou os guaranis. Aliás, sofrimento por sofrimento o maior de todos é o meu - por estar longe do meu amor - e fim de papo. Como se vê, sofrimento não é coisa que se mensure.
Sofrimento é coisa que se sente, e posso dizer que, desta vez, senti forte. O desamparo e o abandono.
***
Eu disse antes que alguns tipos de violência eu não era nem capaz de conceber.
Ainda bem que, antes ainda, eu disse também que já li um pouco de psicanálise.
Ora, é claro que eu era capaz de conceber - apenas não conscientemente. Se isso me tocou tão fundo, foi pela profundidade com que o desamparo e o abandono estão arraigados em mim. Hoje, enfim, presenciei um grande show do Retorno do Recalcado (vejam se não é um excelente nome para uma banda de heavy metal).
***
E agora vocês me dão licença que preciso transformar este post num texto acadêmico - e em espanhol ainda por cima -, enquanto meu amor não vem.
Tuitar este postHistórias de Empatia (III)
No restaurante, a cliente para a garçonete:
- Vocês só servem comida aqui?
***
Respostas possíveis:
- Claro que não. A comida é o de menos: servimos, na verdade, o ambiente, a iluminação, a decoração, a localização do restaurante e a sensação de exclusividade que ele proporciona. Ou a senhora acha mesmo que ao dar quinze reais numa porção de batatas fritas a senhora está pagando apenas a batata, o sal e o óleo?
- Imagine, senhora! Também oferecemos os serviços de cabeleireiro, encanador, despachante, advogado de família e massagista erótico. Contratando um dos nossos profissionais, você ganha 50% de desconto no profissional seguinte. Experimente!
- Sim. Há alguns anos fizemos uma tentativa de servir apenas soro por via intravenosa, mas por algum motivo não fez tanto sucesso quanto as batatas fritas.
***
Antes que a garçonete pudesse responder satisfatoriamente à legítima dúvida da freguesa, ela mesma encontrou uma resposta:
- Ah, agora eu tô vendo que não tem só comida, tem hambúrguer também.
Cinco minutos depois, é chegado o momento de fazer o pedido:
- Eu queria uma canja, mas pode ser com carne em vez de frango?
A série “Histórias de Empatia” é composta de pequenos relatos nos quais a Empatia, justamente por sua ausência, é o personagem principal. No caso, a ausência da minha empatia para com esta pessoa.
Tuitar este postHistórias de Empatia (II)
Aeroporto de Guarulhos, um dia da semana qualquer, oito da noite. Para os que não têm voado de ou para São Paulo, já faz anos que a Rodoviária do Tietê ganha do aeroporto em transitabilidade e organização.
A fila do check-in é longa, a vida é curta e a mulher à minha frente - uma bem-conservada quarentona de lindos olhos azuis e cabelos loiros presos num simpático rabo de cavalo - expõe sua filosofia:
- Esse país não tem mais jeito. Antes, há uns dez anos atrás, viajar era um chiquê, coisa pra poucos, minha filha! Vir pro aeroporto era sinal de status, de superioridade. Agora?? Qualquer zé-povinho vai pra onde quer, não tem mais disso não. O cara ganha mil reais por mês e viaja sabe pra onde? Pra Disney!! Ele parcela em mil vezes e taí, indo pra Disney agora, um absurdo. Por isso que esse país não tem mais jeito. Ah, e sabe do que mais? O cara que ganha mil reais por mês ainda compra sabe o quê? Um carro! E um carro zero, ainda por cima! Ele parcela em outras mil vezes e pega a marginal pra vir pro aeroporto viajar pra Disney! Por isso que São Paulo tá assim, com esse trânsito na marginal e essa fila no aeroporto. O Brasil não tem mais jeito.
***
Respostas possíveis:
- É isso mesmo, minha senhora. A ascensão do pobre à classe média é o maior problema deste país. E digo mais: ou o Brasil acaba com o pobre antes que ele melhore de vida, ou o pobre acaba com o Brasil!
- Eu estou passando por uma situação parecida, moça. Veja, sou professora de português e há dez anos (porque, só pra constar, “há dez anos atrás” é muito feio, moça) meus alunos eram uns vagabundos que não queriam saber de nada, não se interessavam pela matéria, só queriam jogar videogame e não liam nem revista de mulher pelada… Agora?? É uma loucura! Eles vão lendo tudo o que aparece pela frente - Cervantes, Machado, Lispector - com uma voracidade, um tesão - é um horror! Por isso que a bilbioteca lá da escola está inviável, sempre lotada, os livros todos emprestados - tudo culpa desses alunos que agora se empolgaram e deram pra ler, ora veja só!
- É que essas pessoas não são como você, minha senhora - aí é que está o grande problema deste país. Porque veja: se a senhora ganhasse mil reais por mês há dez anos, tenho certeza de que agora, por um senso de civilidade que lhe é inato, a senhora jamais viajaria pra Disney ou compraria um carro zero só porque o seu poder aquisitivo assim lhe permite. Claro que não! Onde já se viu botar as asinhas de fora desse jeito? A senhora, pessoa de classe, continuaria viajando pra Praia Grande e dirigindo seu Corcel tranquilamente; jamais teria a audácia de invadir lugares de ricos como o aeroporto internacional e a concessionária de automóveis. Ah, se os pobres de hoje somente soubessem o seu lugar!
- Exato. E não só o zé-povinho é culpado pelo caos nas marginais e nos aeroportos, como a Geisy é culpada pelo seu linchamento, a Palestina é culpada pelos ataques israelenses e minha avó é culpada por não ter recebido o visto para os Estados Unidos. É, é exatamente isso.
***
Foi bom desabafar aqui todas as respostas irônicas e raivosas que, naquela situação, não pronunciei. E, se não as disse, foi menos pela preguiça de criar caso com uma desconhecida no aeroporto do que pela constatação de que aquela mulher era uma pessoa exatamente como eu. Uma pessoa, a princípio, boa - que não quer que os outros se fodam, que se fosse indagada abstratamente sobre a diminuição da desigualdade de renda no Brasil certamente responderia que isso é uma excelente coisa e que provavelmente contribui com alguma instituição de caridade todo final de ano.
Esta é a mesma pessoa que não consegue ver que, se o caos nas marginais e aeroportos está grande, então talvez sejam necessários mais investimentos em infra-estrutura (transporte público de qualidade e ampliação dos aeroportos) - e não menos brasileiros com um poder aquisitivo cada vez maior (para comprar carros e passagens aéreas).
A série “Histórias de Empatia” é composta de pequenos relatos nos quais a Empatia, justamente por sua ausência, é o personagem principal.
Tuitar este postGrandes Momentos da Televisão Brasileira
Programa da Globo de 2002 ou 2003, que eu adoraria encontrar no youtube. Era um quadro que misturava Criança Esperança com Show de Calouros, pegando pretinhos pobrinhos e faveladinhos e mostrando como, desde que com a ajuda de gente bacana como o apresentador, eles conseguiam até - imaginem vocês! - cantar ópera igual a gente de verdade. Um assombro e um deleite para a família brasileira, ver aqueles meninos usando um terno de cem real pela primeira vez na vida para gritar ensandecidamente - com a convicção geral de que estavam produzindo um vibrato - alguma ária italiana.
O prêmio para o campeão do concurso - não esquecer a dimensão American Idol do quadro - era um CD player não exatamente audiófilo, e um CD… Dos 3 Tenores, é claro (alguém tinha alguma dúvida?).
Vai daí que, não contente com a dádiva do CD dos 3 Tenores, o apresentador concede um prêmio extra ao primeiro colocado. Um CD de… De… Deixemos que o próprio apresentador o defina:
- Esse CD aqui não tem palavra não, é só o barulho.
Há de ser bem mais interessante do que a minha a vida de quem encaixa CDs nas categorias “palavra” ou “barulho”.
Tuitar este postHistórias de Empatia (I)
Diálogo entre a gerente de um salão de beleza e uma cliente em busca de atendimento:
- Boa tarde, eu gostaria de fazer pé, mão, sobrancelha, cabeço e buço.
- Pois não - para quando, senhora?
- Para dia 24 de dezembro, às vinte e uma e trinta.
- Perdão, a senhora quer dizer às nove e meia da manhã?
- Não, vinte e uma e trinta da noite.
- No dia 24, o salão vai fechar às seis da tarde, senhora.
- Vai fechar? Mas como?
- É isso mesmo, vamos atender até no máximo seis e meia da tarde.
- Não pode ser! Deixa eu falar com o seu superior!
- Eu sou a gerente do salão. A senhora pode falar comigo.
- Não tem mesmo como me arrumar um horário às vinte e uma e trinta?
- Não, senhora.
- Mas por que vocês vão fechar tão cedo no dia 24, hein?
- Porque as funcionárias do salão também têm família, senhora.
- …
A série “Histórias de Empatia” é composta de pequenos relatos nos quais a Empatia, justamente por sua ausência, é o personagem principal.
Tuitar este postAssim se escreve a História
Sala de espera do consultório médico. Uma paciente se depara com uma esticada celebridade na revista de fofoca e decide que é o momento de dar uma aula de História da Música Popular Brasileira para a filha adolescente que, ao seu lado, masca chiclete e revira os olhos:
- Filha, você lembra daquela música, “Menino do Rio”?
Do alto de seu entusiasmo, a menina responde com um grunhido que pode significar “sim”, “não” ou “o que eu queria mesmo era estar dando pro meu namorado agora”.
- Então, a música foi feita em homenagem a essa moça aqui.
Nas páginas da revista, Helô Pinheiro.
Tuitar este postNova York - Thanksgiving 2009
Graças a Deus (salve, Alex!), as fotos de viagens a NY estão se tornando uma tradição deste blog. Afinal, uma das melhores coisas de morar nos EUA - junto com NetFlix, InterLibrary Loan e Whole Foods Market - é estar a duas horas e meia e trezentos dólares de distância do meu lugar preferido no mundo. Aliás, cuidado: as imagens a seguir são apenas para os destemidos que não têm nojinho do deslumbramento médio-classista com a Capital do Mundo, a Cidade Que Nunca Dorme, o Maior (e Mais Lamentável) Sucesso de Frank Sinatra etc.

Quinta-feira de Thanksgiving no Birdland - vocês acham que estávamos felizes?
Nossa ideia era assistir apenas ao primeiro set dos New York Voices; só não contávamos com a astúcia deles de insistir para que o público ficasse para o segundo. Como a gente não resiste a uma astúcia, ali ficamos e não só não nos arrependemos como saímos enlevados e totalmente idiotas - estado de espírito do qual a foto acima é prova suficiente.
É difícil dizer qual dos dois sets foi mais humilhante. O nível de perfeição da performance é literalmente inacreditável para quem não a confere ao vivo. Os arranjos vocais são todos muito bem trabalhados e os cantores revezam-se nas quatro vozes, deixando o ouvinte em permanente estado de alerta. O repertório é todo lindo, com destaque para as Brazilian-influenced songs. Nestas, infelizmente, o baixista atrapalhou bastante - o que sempre nos ajuda a lembrar quão ridículos sóem ser os brasileiros que se acham os reis do bebop. Mas interrompo minha maldosa digressão para contar o meu próprio momento ridículo da noite. Lá pelas tantas, o grupo anuncia a participação de um convidado especial: Papito de Oliveira! Eu, já começando a elucubrar - seria Papito de Oliveira o Supla do Morro, primo distante de Julinho da Adelaide? -, pergunto para Gabriel:
- Você conhece esse cara?
- Ué, claro que sim - você não??
- Papito de Oliveira? Nunca ouvi falar.
- (Engasgando-se com o peru) PAQUITO D’RIVERA, Camila.
Reparem em nossa beleza sob a luz vermelha do Birdland que disfarça todos os defeitos e nos deixa com um ar de glamour e mistério. Amigo leitor, amiga leitora, confesse: você não me/o pegaria?
Que delícia ir para Nova York acompanhada de quem está conhecendo a cidade pela primeira vez e reconhecer-se no desejo do outro de apontar a câmera para qualquer lado que se olhe e fotografar compulsiva e emocionadamente, sabendo que as fotos não vão ficar boas, e não dando a mínima para isso. Das dúzias de fotos da cidade tiradas a esmo, escolhi postar essas da 5a Avenida vista do Central Park e, logo abaixo, essa outra do floco de neve da 57.
No nosso parquinho favorito. Escolhi esta dentre nossas várias fotos posadas no parque porque gostei do enquadramento dado pelas bandeirinhas.
Mais uma da série “vocês acham que eu estava feliz”: Maria Schneider e eu. Chutei o balde e tietei mesmo. Não dá para ficar cool e blasé ao lado dessa mulher.
A instantes de sermos embalados pela terceira de Beethoven no Lincoln Center, com caras de acabados. Observem a coleguinha de universidade ao meu lado, não me deixando esquecer que, no dia seguinte, eu voltaria à minha realidade de três trabalhos para escrever.
A praça em frente ao Lincoln Center é tão deslumbrantemente linda que a melhor coisa desta foto são os cones, dando um tom de normalidade à cena.
O resto das fotos (e há mais por vir) estão no facebook do Gabriel - caso queira vê-las e ainda não for amigo dele, peça amizade com jeitinho e malemolência que ele dá.
Tuitar este postOs melhores discos dos anos 2000: 1-50
Enquanto vou me adaptando à minha nova e temporária realidade paulistana, divirtam-se ou enfastiem-se com os campeões da minha listinha de discos preferidos dos anos 2000, com um asterisco ao lado dos dez mais. De resto, a lista está em ordem alfabética, que minha ânsia classificatória tem limites:
1. Alison Krauss & Union Station – Lonely Runs Both Ways (2004)
* 2. André Mehmari – …de Árvores e Valsas (2008)
3. André Mehmari – Canto (2002)
4. Bill Frisell - Disfarmer (2009)
5. Björk - Vespertine (2001)
* 6. Brad Mehldau – Progression: Art of the Trio, vol. 5 (2001)
* 7. Brian Blade Fellowship – Perceptual (2000)
8. Brian Blade Fellowship - Season of Changes (2008)
9. Carla Bley – The Lost Chords Find Paolo Fresu (2007)
10. Charlie Haden Family & Friends – Rambling Boy (2008)
11. Chris Potter – 10 Songs For Anyone (2007)
12. Claudia Acuña – Luna (2005)
13. Claudia Acuña – Rhythm of Life (2002)
14. Dave Holland – Pass It On (2008)
15. David Binney – Third Occasion (2009)
16. Donald Fagen – Morph the Cat (2006)
* 17. E.S.T. – Seven Days of Falling (2003)
18. E.S.T. – Strange Place For Snow (2002)
* 19. Fred Hersch – Leaves of Grass (2005)
20. Guinga – Noturno Copacabana (2003)
21. Ivan Lins – Cantando Histórias (2007)
* 22. Ivan Lins & The Metropole Orchestra – A Gente Merece Ser Feliz (2009)
23. John Pattitucci – Songs, Stories & Spirituals (2003)
24. John Scofield – This Meets That (2007)
* 25. Joni Mitchell – Both Sides Now (2000)
26. Joni Mitchell – Travelogue (2003)
27. Joshua Redman – The Compass (2009)
28. Kate McGarry – The Target (2007)
29. Keith Jarrett – Whisper Not (2000)
30. Keith Jarrett – Yesterdays (2009)
31. Kenny Garrett – Beyond the Wall (2006)
32. Luciana Souza – Brazilian Duos (2000)
33. Maria Schneider – Allegresse (2000)
* 34. Maria Schneider – Concert in the Garden (2004)
35. Maria Schneider – Sky Blue (2007)
36. Michael Brecker - Pilgrimage (2007)
37. Michael Brecker – Wide Angles (2003)
38. Milton Nascimento & Belmondo – Milton Nascimento & Belmondo (2008)
39. Mônica Salmaso – Nem 1 Ai (2008)
40. Pat Metheny – One Quiet Night (2001)
* 41. Pat Metheny – Trio Live (2000)
* 42. Pat Metheny Group – The Way Up (2005)
43. Rigmor Gustafsson – I Will Wait For You (2003)
44. Sérgio & Odair Assad – Sérgio & Odair Assad play Piazzolla (2000)
45. Sergio Santos – Áfrico (2001)
46. Shawn Colvin – These Four Walls (2006)
47. Steely Dan – Two Against Nature (2000)
48. Terence Blanchard – A Tale of God’s Will: A Requiem for Katrina (2007)
49. Vince Mendoza – El Viento (2009)
50. Wayne Shorter - Alegría (2004)
Confira também os discos de 51-100.
Tuitar este postProblemas
Conhecem a da anoréxica e da obesa?
Conselho da anoréxica para a obesa: por que você não faz um regime duma vez e em poucos meses resolve o seu problema? Assim, fácil, é só seguir as recomendações de um nutricionista e fechou, resolveu: você come o que a dieta mandar, chega ao seu peso ideal e fica numa boa, tranquila, feliz com o seu corpo, pronta pra aproveitar a vida.
Conselho da obesa para a anoréxica: por que você não começa a comer duma vez e em poucos meses resolve o seu problema? Assim, fácil, é só seguir as recomendações de um nutricionista e fechou, resolveu: você come o que a dieta mandar, chega ao seu peso ideal e fica numa boa, tranquila, feliz com o seu corpo, pronta pra aproveitar a vida.
Os problemas dos outros são de simples resolução.
Os problemas dos outros são menos complexos e dramáticos que os meus.
Os problemas dos outros só não se resolvem porque os outros não querem resolvê-los.
Os problemas dos outros são mesquinhos e infantis.
Os problemas dos outros não são de verdade.
***
Conhecem a do deficiente físico sem um pé, uma mão, um rim e uma amígdala que venceu na vida?
Com todas as dificuldades, ele batalhou, estudou, trepou, se formou, casou, criou dois filhos, cuidou da mãe doente e ainda tocou clarinete numa faixa do CD promocional da ONG que ele ajudou a criar.
Ele sim tem problemas, você reclama de barriga cheia.
Enquanto ele está lá se superando diariamente, você não consegue nem botar a louça na máquina de lavar.
Enquanto ele sofreu tantas rejeições femininas, você ainda não esqueceu da Lili que te chamou de gordo na quarta série.
Ele é a estrela do arquivo licaodevida.pps, você não sabe criar uma apresentação no Power Point.
Os problemas dele são sérios e honrados, você deveria ter vergonha dos seus.
***
Problema: Criança, eu não conseguia mergulhar sem tapar o nariz com a mão, à la pregador, numa idade em que todo mundo já conseguia.
Solução: Dizer para os amiguinhos “eu não posso mergulhar sem tapar o nariz porque eu tenho problema respiratório.”
***
Problema: Uma amiga me diz “Cá, tenho um problema muito sério pra resolver e resolvê-lo é o que eu mais quero no mundo, mas está difícil.”
Solução: “Então resolve, porra!”
Solução: “O que eu posso fazer por você?”
Solução: Abraçar a amiga bem forte, na tentativa de fazê-la entender que quero estar ao seu lado, sempre.
Solução: “Isso só depende de você.”
***
Problema é encontrar o X da equação ou fazer alguma coisa com ele depois que se descobriu quanto X vale?
Pedrinho tinha cinco laranjas e deu duas para a irmã. Com quantas laranjas Pedrinho ficou?
O observador percebe que Pedrinho ficou com três laranjas. O problema acaba aí, ou problema mesmo é saber o que fazer com as laranjas restantes: chupá-las, vendê-las, descascá-las, esquecê-las, dá-las aos pobres, atirá-las no padre?
***
O grande problema dos problemas dos outros é quando eles passam a ser nossos também. Nesse momento mágico, eles deixam de ser mesquinhos ou honrados, infantis ou altivos. Eles passam a ser apenas os meus problemas - e o grande problema dos meus problemas é que eles eu posso resolver.
Tuitar este post








