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Posts from ‘August, 2009’

Fragments d’un discours amoureux

ADORABLE. Ne parvenant pas √† nommer la sp√©cialit√© de son d√©sir pour l’√™tre aim√©, le sujet amoureux aboutit √† ce mot un peu b√™te: adorable! ATTENTE. Tumulte d’angoisse suscit√© par l’attente de l’√™tre aim√©, au gr√© de menus retards (rendez-vous, t√©l√©phones, letres, retours). CACHER. Figure d√©lib√©rative: le sujet amoureux se demande, non pas s’il doit […]

Sabedoria

Quando eu tinha onze anos eu tinha uma amiga muito mais velha, de doze anos. A gente estudava computa√ß√£o juntas: comandos do DOS todos os dias depois da escola. At√© o dia em que ela desistiu. Por qu√™? Ela me disse: porque ela estava apaixonada. E da√≠? Da√≠ que ela precisava de mais tempo livre. […]

Você sabe que está nos Estados Unidos quando

- ningu√©m aplaude e faz √™√™√™√™√™ quando o avi√£o aterrisa; – no aeroporto, √© recepcionado pelos graciosos dotes vocais de Britney Spears; – recebe moedas de um centavo de troco; – v√™ um cidad√£o andando pela rua segurando uma √ļnica banana; – n√£o ouve, de pessoas exercendo fun√ß√Ķes subalternas, ‚ÄúI‚Äôm sorry if anything‚ÄĚ (desculpa qualquer […]

Notícias do além-golfo

S√≥ pra dizer que t√° tudo bem e que tive duas surpresas muito lindas, uma na sexta e uma ontem ‚Äď momentos anti-socr√°ticos nos quais, em vez de saber que nada sabia, soube que sei muito mais do que eu imaginava saber. Sexta descobri que eu n√£o sabia que gostava tanto assim de Steely Dan. […]

Um post maníaco OU Meu dia de Mastercard OU Me preparando para viver e morrer feliz OU Sue me if I write too long

Ok, ok, um dia algu√©m ainda me convence de que a vida √© dura e dif√≠cil e √© preciso trabalhar arduamente com muita dor e sofrimento e suor escorrendo pelas orelhas para que se possa usufruir de alguma paz e conforto antes da morte am√©m. Mas, at√© que isso aconte√ßa… PORRA, A VIDA √Č BOA […]

Quando Murphy ganha de Freud

Volto para New Orleans, para a minha vidinha de acad√™mica e dona-de-casa, esta quinta-feira. Se, quando cheguei, as pessoas me perguntavam como √© a vida por l√°, agora me perguntam quais s√£o as minhas expectativas para a volta. Eu estou com saudade da minha rotina? N√£o vejo a hora de voltar? N√£o quero ficar aqui […]

Elaborando (apenas parcialmente) o luto pelo Biscoito

Algumas pessoas t√™m usado a tag da compuls√£o, da depend√™ncia qu√≠mica, para falar da dolorosa (para os que ficam) hiberna√ß√£o do meu blog favorito. √Č uma met√°fora apropriada, mas met√°fora por met√°fora prefiro a do luto, e √© ela que vou usar. Felizmente, por√©m, hiberna√ß√£o n√£o √© morte, o que significa que n√£o incorrerei no […]

A Perdição do Bem

Era no tempo do caf√©, das grandes fazendas e das fam√≠lias maiores ainda. Mas essa, a fam√≠lia nossa desta hist√≥ria, estava apenas come√ßando a frutificar: crian√ßa tinha uma s√≥, o Bem. Era a primeira menina do Administrador da fazenda, no tempo que Administrador da fazenda queria dizer qualquer coisa de import√Ęncia. O Bem pequenininha brincava […]

Perigando simioto

Era um casal com um nen√™ muito doentinho, mirradinho. Naquela √©poca n√£o tinha o costume de levar crian√ßa no m√©dico: levava benz√™. A benzedeira disse que a crian√ßa n√£o ganhava susto (de sust√Ęncia) por n√£o mamar bem; Pai e M√£e n√£o entenderam nada. Pois se o nen√™ mamava toda noite? E nen√™ cada vez mais […]

Walmir e Preta

Moram no interior. Nunca tiveram filhos, mas compartilham uma cunhada que mora na ed√≠cula. Todo dia ela faz visita depois do almo√ßo para discutir a novela da noite anterior. Vai embora logo para n√£o perder o Vale a Pena Ver de Novo. O p√≥s-almo√ßo, ali√°s, √© o momento mais cheio do dia de Walmir e […]