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Histórias de Empatia (I)

Diálogo entre a gerente de um salão de beleza e uma cliente em busca de atendimento:

- Boa tarde, eu gostaria de fazer pé, mão, sobrancelha, cabeço e buço.

- Pois não - para quando, senhora?

- Para dia 24 de dezembro, às vinte e uma e trinta.

- Perdão, a senhora quer dizer às nove e meia da manhã?

- Não, vinte e uma e trinta da noite.

- No dia 24, o salão vai fechar às seis da tarde, senhora.

- Vai fechar? Mas como?

- É isso mesmo, vamos atender até no máximo seis e meia da tarde.

- Não pode ser! Deixa eu falar com o seu superior!

- Eu sou a gerente do salão. A senhora pode falar comigo.

- Não tem mesmo como me arrumar um horário às vinte e uma e trinta?

- Não, senhora.

- Mas por que vocês vão fechar tão cedo no dia 24, hein?

- Porque as funcionárias do salão também têm família, senhora.

- …

A série “Histórias de Empatia” é composta de pequenos relatos nos quais a Empatia, justamente por sua ausência, é o personagem principal.

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4 Comments on “Histórias de Empatia (I)”

  1. #1 Junior
    on Jan 7th, 2010 at 2:20 pm

    Oi! Não tem nada a ver com o assunto do post, mas se eu não estiver confundindo, tu já escreveste que era fã do Pat Metheny, e como ele compôs essa música em homenagem a New Orleans, achei que tinha sentido em te mostrar esse vídeo. Caso tu já conheças a música, peço desculpas.
    http://www.youtube.com/watch?v=nF_2tqNoxMo

    [Reply]

    camilalpav Reply:

    Que desculpas o quê - adoro essa música e, a bem da verdade, ela é a única coisa que o Pat Metheny compôs desde 2005 que realmente me destruiu. Obrigada por compartilhar o vídeo aqui.

    [Reply]

  2. #2 Rafael Reinehr
    on Jan 9th, 2010 at 9:29 am

    Parece haver uma relação inversa entre valor da conta no banco e empatia, ou é só impressão minha? (falo como regra, reconhecendo as exceções)

    [Reply]

    camilalpav Reply:

    Sei não, RR - tenho a impressão de que, como eu convivo muito mais com ricos do que com pobres (pensando bem, não convivo com nenhum pobre), fico achando que só eles é que são uns desalmados, mas algo me diz que se eu convivesse só com pobres não chegaria a uma conclusão muito diferente desta. Ou seja, o mundo só tem gente insensível mesmo - com exceção de nós dois, é claro! :-D

    [Reply]

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