Porras de Plástico Rosa

Eu acho que você deveria assistir a este vídeo, mesmo sem eu saber quem você é – porque, se você é brasileiro e tem mais de vinte anos, existem zero chances de o tema deste vídeo não ser problema seu. E olha que vou falar aqui apenas de um dos aspectos pelos quais o tema deste vídeo é problema de todos nós, e nem é o aspecto mais importante. OK, eu sei: a vida é curta e você é um ˜internauta˜ (Jesus, alguém além de Silvio Santos ainda acredita em internauta?) precavido que não clica em links desconhecidos sem saber do que se trata. Mas sou fofa e explico: trata-se de um curta metragem sobre uma menininha negra cujo grande sonho é ser paquita. Se você não gosta de filmes com enredos previsíveis, certamente este não é um filme que você queira ver.

(Então, com certeza e com aparente justeza, alguém vai dizer: “sou homem e via a Xuxa só por causa dos desenhos, por que raios esse filminho me diria respeito?”. Pois eu cito, explico e justifico: você não assistia, mas sua irmã assistia, suas coleguinhas de classe assistiam e, caso você tenha sido de classe média ou rico, a filha da sua empregada assistia também; a Xuxa cantava a música que você ouvia nas festinhas; estrelava o filme que seus pais te levavam pra ver nas férias; anunciava o brinquedo que você pedia de Natal; e digo mais, você pensa que não assistia ao Xou da Xuxa, mas assistia sim, porque nunca que você cronometrava exatinho a hora de ligar a TV no preciso instante em que apareciam as tartarugas ninjas, então alguma coisa você sempre acabava assistindo; você pensa que não assistia, mas Xuxa estava lá, toda manhã na sua casa, e nas revistas e eventualmente nas conversas dos adultos, e é fundamentalmente impossível que seu conceito do que é ou do que pode ser uma mulher não tenha sido parcialmente moldado – nem que seja pelo negativo, isso não está em questão – por tudo o que Xuxa representou para a nossa geração. Xuxa – e as paquitas.)

O tema do vídeo, então, é o racismo e sua promoção pela Rede Globo, mas não é de racismo que vou falar. Vou falar de porras em geral. Especificamente, porras de plástico rosa.

O início do vídeo mostra o quarto da menina, que é quase a típica menina brasileira da classe média urbana dos anos 80. O quase fica por conta de sua raça; o típica fica por conta dos brinquedos espalhados por seu quarto. Não sei você, colega balzaquiana não-pobre deste nosso Brasil (e, aliás, desconfio até que as não-balzaquianas e as sim-pobres também), mas eu identifiquei ali pelo menos uns quatro brinquedos que também tive nesta fase da vida. Dentre eles – a MALETUXA.

A maletuxa é aquela maletinha (como não) de plástico cor-de-rosa que aparece logo nos primeiros minutos do vídeo. Eu me esquecera completamente dela, mas ao vê-la novamente tantos anos depois pude enfim entender o que as pessoas sentem ao adquirir seu iPad ou iPhone: aquele sentimento de pertencer a algo melhor, mais bem-acabado e mais bonito que você, concomitantemente ao sentimento de ser diferente de e superior a todo mundo – diferente, inclusive, das outras milhões de pessoas que possuem exatamente a mesma maletuxa que você, mas quem quer saber de razão e lógica numa hora dessas. Aos cinco anos você já entende que todo mundo tem a sua própria maletuxa fabricada em série na China, mas nem aos cinco nem aos vinte você é capaz de superar o sentimento de que sua maletuxa, porque é sua, é diferente da de todos os demais. A maletuxa é a carteirinha de admissão no clube das pessoas legais ao mesmo tempo que é a dispensa da necessidade de pertencer a esse mesmo clube. Fez sentido? E quando foi que o capitalismo prometeu medalha de ouro em Hermenêutica?

Houve alguns outros objetos que me trouxeram satisfação semelhante à maletuxa, antes e depois dela. O pega-peixe. A mansão do pequeno pônei. O piano. As obras completas de Monteiro Lobato. As obras completas de Freud. Três sutiãs da Victoria’s Secret. Uma máquina de fazer café. Com todos, o mesmo sentimento. Aí você vai me dizer que uma máquina de fazer café é intrinsicamente mais legal do que uma maletuxa, e quem sou eu para discordar. Aliás, o pega-peixe também era mais legal do que a maletuxa. Qualquer coisa era e é mais legal do que a maletuxa. E, no entanto, se é de sentimentos que estamos falando, o sentimento de ter qualquer uma dessas outras coisas mais legais do que a maletuxa não foi maior nem mais impactante do que o sentimento de ter uma maletuxa. O que nos leva ao seguinte. Daqui a trinta anos terei adicionado mais meia dúzia de itens à lista e continuarei achando todos eles superiores à maletuxa. E, no entanto, o sentimento não mudará. Porque se você sente que alguma coisa, qualquer que seja ela, terá o poder de lhe tornar uma pessoa melhor, mais bem-acabada e mais bonita por associação – isto é, apenas pelo fato de você ter o certificado de posse da tal coisa -, não importa muito se a coisa em questão é uma maletuxa, um piano de cauda, um diploma ou um folclórico carrão importado. São todas porras de plástico rosa, porque todas têm a mesma eficácia de uma porra de plástico rosa quando o objetivo é transformar você de uma pessoa X em uma pessoa Y. As coisas (estão no mundo só que eu preciso aprender, ops, não resisti) são lindas e podem propiciar belíssimas experiências e sensações, como sabe muito bem quem tem uma boa maquininha de café e veste sutiãs bonitos e confortáveis. Mas – não adianta – por mais lindo que seja seu sutiã, ele não define quem você é. Você tenta (quer dizer, você eu não sei, eu tento) atrelar sua identidade à porra de plástico rosa de sua preferência, mas não adianta. Porra nenhuma – de plástico ou de silício, cor-de-rosa ou branquinha com uma maçã – é capaz de mudar aquilo que se é.

A menina do filme joga fora as botinhas de paquita no final, concretizando externamente um processo interno de desprendimento e superação. E sabe o que dá raiva? É que eu sei, e você também sabe, exatamente quais são as botas que temos de jogar fora. E não jogamos, né? Calçamo-las mais uma vez e dançamos um ilariê esfuziante, já sabendo que aquilo não vai dar certo – não pode dar certo, por motivos que nos ultrapassam. E, no entanto, calçamos as botas. Não pelo prazer de calçá-las e dançar, diga-se (se assim fosse, tudo estaria bem), mas pela certeza de que fracassaremos na competição.

Não sei quais foram as suas maletuxas, não sei quais serão as minhas próximas. Só sei que continuaremos a nos encantar com porras de plástico rosa – a não ser que façamos alguma coisa. Agora. Hoje joguei fora pelo menos um cano de bota. Foi doloroso e bom. Amanhã, passarei aos saltos.

E você? Vem ser não-paquita comigo. Faz alguma coisa. Não me deixa sozinha nessa, sem bota e sem maletuxa. Você sabe do que estou falando. Eu sei que sim.

18 Comentários on “Porras de Plástico Rosa”

  1. #1 Ana Paula Medeiros
    on Aug 15th, 2012 at 1:49 pm

    Espetacular, Camila. Fiquei olhando pro meu iphone recém-adquirido e ele subitamente me pareceu uma maletuxa de plástico rosa. Não há mal nenhum em tê-lo e desfrutar disso. Mas não dá pra perder essa perspectiva, de que ele é uma porra de plástico rosa. Muito bom!

  2. #2 Luciana
    on Aug 15th, 2012 at 1:57 pm

    baby, defensivamente eu ia dizer que já era “mocinha” na época da Xuxa e que meu lance tinha sido Daniel Azulay…mais defensivamente ia te contar que meus pais nunca compravam coisas da moda nem permitiam que a gente ganhasse (davam um toque pro pessoal ou doavam se ganhávamos em quantidades significativas). Mas, né. É isso. Não tem muito jeito. Porras de plástico rosa, tem um monte. Estou encaixotando as coisas da casa, mais uma mudança. É legal, doar uma porção de coisa, vender, jogar fora…vou ficando mais leve. Minha mãe ri de mim e diz que minha casa é (só) o meu juízo (ou, mais exatamente, a falta dele). Anyway, ontem ganhei um Ipad e aprendi a jogar tipo um caça-palavras.

  3. #3 aiaiai
    on Aug 15th, 2012 at 1:58 pm

    eu sou de uma geração anterior. a gente não via a xuxa pq já era grande e nem tinha tempo p televisão. Mas, mesmo assim, sentimos a influência da grande babá eletrônica loura nas nossas vidas, o eterno ilarilarié nos nossos ouvidos, etc…

    eu tava quase desistindo do texto, por não me encaixar nesse público q teve maletuxas (nem sabia q isso tinha existido), mas persisti e, no final, o texto não era sobre xuxa. Mas, não é mesmo muito pra mim pq eu sou desde pequenininha, uma desapegada. Tenho mesmo dificuldade em entender pessoas que querem ter porras de plastico rosa. O capitalismo estaria frito na minha mão kkkkkkkkkk

    Mas, como sempre, gostei muito do texto e foi uma ótima oportunidade de procrastinar tudo o que tenho pra fazer.

    Adiando um pouco mais minha volta ao trabalho, vou te contar qd a xuxa teve grande influência na minha vida. Estava eu grávida do meu primeiro e único filho e a d. xuxa ficou gravida tb. Logo no início da gravidez, ela anunciou p os jornais que seria uma menina. pronto, bastou isso p que TODO mundo ao meu redor tentasse me convencer a fazer o mesmo exame p saber logo o sexo do meu filho. Não adiantava eu dizer que estava satisfeita com a possibilidade de saber o sexo do meu filho lá pelo 5 ou 6 mês. Eles queriam q eu fizesse o tal exame da xuxa…foi um saco.

    de volta ao trabalho,

    bjs

  4. #4 Karina
    on Aug 15th, 2012 at 2:21 pm

    Esse texto mexeu mais comigo que as últimas coisas que li, vi, ouvi, falei na terapia no último ano. Obrigada!

  5. #5 Mari MF
    on Aug 15th, 2012 at 2:39 pm

    Ai Camila, que encaixe. Esse texto veio logo quando estou tentando jogar fora algumas das minhas botas de paquitas. Brigada pela ajuda.

  6. #6 petit
    on Aug 15th, 2012 at 2:46 pm

    Meu Deus! qto tempo eu não lia um texto tão bom e que expressasse tanto essa inquietude q as vezes eu acho q só a mim q perturba! Estamos sempre renegando as maletuxas e sempre desejando-as em segredo. E o mais interessante é q isso não é de hj, hj são os produtos da maçãzinha, mas essa falha não é contemporânea, queremos ser únicas, mas sempre buscamos nos encaixar no mundo das paquitas… e isso é tão exaustivo! Repudiamos e ainda assim buscamos aquilo que nós faça momentaneamente felizes e inseridas nesse mundo tosco do Xow da Xuxa!
    ( comentário a parte, feliz tbm por encontrar balzaquianas ou qse- balzaquianas, falei disso ontem, cadê a minha geração!! Será q só eu q tô aleatoriamente perdida na internet, q só me deparo com galerinha verde de 90′? Esse blog foi o grande achado, do mês, quiçá do ano!)

  7. #7 Iara
    on Aug 15th, 2012 at 4:15 pm

    Eu sou filha de pai comunista. Porras de plástico rosa foram raríssimas na minha infância. Sequer uma lancheira cor-de-rosa eu tive: a minha era de couro, desprovida de glamour, que durou a minha infância e a infância da prima mais nova, na sequência. Mas ao começar a trabalhar virei uma compulsiva por ppr (gostou da abreviação?), meio que pra compensar o interdito. Demorou um bom tempo pra eu entender que não precisava de nada daquilo. A pão-durice melhorou demais a compulsão, mas de vez em quando caio em ciladas. Obrigada por este texto tão lindo, e pela indicação do vídeo fantástico.

  8. #8 Mary W.
    on Aug 15th, 2012 at 5:18 pm

    Nunca parei de colecionar. Tô aqui, nesse exato momento, devorando tudo sobre femen. assunto q me deu preguiça qdo saiu. e agora quero juntar tudo. uma vez aluguei todos os filmes do fellini numa locadora e vi duma vez. pq alguem tinha me dito “vc nunca viu fellini”. vi tudo. colecionando louca coisas q nao sao de colecionar. tive um violão q me acompanhava e eu nunca aprendi a tocar direito. desde o começo eu sabia q era plateia, mas queria ser mariachi sabendo q n ia dar conta. lembrei dessas coisas, q nao sao da infancia. dessas botas aí, n sei qual eu tirei. o violão acho q sim. os fellinis acho q nao. acho q eu ainda quero ser a moça com todos os fellinis.

  9. #9 Ângela F.
    on Aug 15th, 2012 at 7:33 pm

    eu tive um atari nos anos 80. não era só a rainha dos baixinhos, eu era a rainha do mundo. eu tive uma prancha de bodyboard e pegava onda na barra nos anos 80. eu tenho diplomas da ufrj e do iuperj. eu tô no terceiro marido. eu sou a rainha do mundo. eu só penso no esmalte da revlon meio arroxeado que vi e não comprei. neste momento não sou a rainha do mundo. tenho q voltar p a terapia. obrigada

  10. #10 renato
    on Aug 16th, 2012 at 5:20 am

    Porra, devia ter um disclaimer no início que o texto é para mulher. Não entendi nada do negócio da bota. Foi mal.

  11. #11 camilalpav
    on Aug 16th, 2012 at 8:30 am

    Ana Paula – ufa, que bom. Que bom que o texto não ficou “ó que coisas do demo são as tentações materiais vamos nos concentrar no espiritual, irmãos”. Viva o iphone, sem dúvida. Não é este o ponto, né? Que bom que você entendeu e gostou. :*

    [Comentário geral para Lu, aiaiai e Iara - meninas, por favor leiam os comentários umas das outras e vejam se vcs não reparam num padrão. Eu ia comentá-lo aqui mas vou tentar escrever outro post, porque eu também me encaixo nesse padrão de vocês. Façam figas que eu vou tentar. Hoje à noite. Coragem.]

    Lu – vc me fez pensar q deve existir um aplicativo de _palavras-cruzadas_ pro iPad. o.O Subitamente, odeio você. :-P Beijos, querida.

    aiaiai – sinto muito pela intromissão de Xuxa-Sasha na sua vida. (Aliás, repita comigo, rápido: xuxasashaxuxasashaxuxasa…) Esse seu depoimento tem tudo a ver com o que quero escrever no post de hoje à noite. Que é, em uma frase – não dá pra escapar de algumas coisas. OK, já escrevi isso neste post aqui. Mas quero escrever mais. Afinal, o que é escrever senão repetir o que já foi dito até a exaustão? Beijos.

    Karina – tão legal quando isso acontece, né? Beijos e coragem, na terapia e fora dela.

    Mari – beijos e força pra andar descalça (aliás, pra nós duas, que eu também tô precisando).

    petit – é, a gente passa a vida toda nessa dialética do pertencer/não-pertencer. Não é de hoje, não mesmo. E é de fato muito cansativo – tanto, que vale a pena sair em busca de dialéticas melhores. Beijos e obrigada pela leitura.

    Iara – que legal que você gostou, do texto e do vídeo. Tem que ver, né? Tão difícil a gente se colocar no lugar do outro. Eu nunca tinha parado para pensar, a sério, na influência da Xuxa sobre a auto-estima de meninas negras. Fiquei feliz de ter mostrado o filminho pra mais gente. Beijo!

    Mary: tenho um pouco de medo de descobrir exatamente o que é Femen. Pra algumas coisas, prefiro minha santa ignorância. Mas isso não importa. Posso te falar uma coisa? Isso de colecionar os Fellinis, apenas porque sim, porque você achou que tinha que ver tudo porque alguém tinha falado e ponto – tão lindo você falar abertamente disso. Isso faz de você quem você é e desconfio que nem o violão nem os Fellinis sejam as suas botas não. Ah, e depois tenho uma história sobre Fellinis pra te contar. Beijo.

    Ângela – VOCÊ É A RAINHA DO MUNDO. Volte para a terapia, se for o caso, mas por favor não mude. Beijo.

    renato – dsclp amg

  12. #12 Kéu
    on Aug 16th, 2012 at 9:25 am

    Entendo a boa intenção e a mensagem (necessária) anti consumismo, mas discordo da conclusão generalista. Vc pode possuir algo (e não necessariamente produzido em massa na China. Talvez até por vc mesmo ou por uma pessoa querida) e isso ter o poder de te modificar e até de te tirnar alguém “melhor” (que raios quer dizer “melhor”, anyway)…

  13. #13 priscila
    on Aug 16th, 2012 at 10:19 am

    sabe que primeiro eu fui pro video pra depois ler o texto, e na minha tola interpretação achei bem fuen que ela tenha se desfeito das coisas de paquita só pela constatação de que jamais ia ser paquita, e não por ter deixado de achar legal, e tal. entende?

    mas o post foi tão fantástico que eu escrevi e apaguei umas três vezes o que ia falar sobre minhas porras de plástico, e olha, acho que devo ir pra terapia tb.

    bj

  14. #14 Bete_davis
    on Aug 16th, 2012 at 10:50 am

    Porras de plástico rosa! Genial, Camila! Tenho várias, certeza q meu iphone é uma, o computador outra e mnha cadeira charles eqmes mais uma. São poucas as q tenho apego, no sentido de ñ ficar sem elas, de ñ conseguir vendr, dar ou doar, e me dei conta q só o telefone, pq uso muito mesmo. Fiz uma reforma em casa, tive q dar muitas coisas, inclusive várias ppr, no entanto, ñ senti apego mas alívio e uma vontade enorme de comprar menos. Tantas coisas inúteis…

  15. #15 olivio
    on Aug 20th, 2012 at 12:00 pm

    Essas porras de plástico rosa podem engolir a gente, se bobear! Eu acabo não guardando quase nada, porque sou um incapaz. Lembro de uns desenhos do al-star que guardei num livro preto, umas fotos, uns livros, e tenho que viver trabalhando todo dia nessa porra de plastico cor preta que é a porra do computador e ter um celular, que toca quase sempre quando a gente não quer ou pode atender, o que é um saco. Mas concordo com voce plenamente: a maquininha do café é uma porra sensacional!!!

  16. #16 Fellini, Jobim e Xuxa – Recordar, Repetir e Elaborar
    on Aug 22nd, 2012 at 10:16 am

    [...] e diferentes e especiais. É ou não é? Ou você não pensou, nem por um segundinho, ao ler meu texto da maletuxa: “sim, sim, mas eu era uma criança diferente, eu quase que nem assistia à Xuxa direito, eu [...]

  17. #17 camilalpav
    on Aug 22nd, 2012 at 12:05 pm

    Kéu – acho que cada um define para si o que é “ser melhor”, não? De resto, não tenho dúvidas de que quase todo mundo acredita nisso mesmo: que as coisas irão nos tornar pessoas melhores. Essa crença é o que move o mundo.

    priscila, entendi sim, mas acho que pra uma menina tão pequena deve ser difícil separar a legalzice da coisa da possibilidade concreta de ser paquita. Por isso o final do filme não me pareceu forçado, achei razoavelmente verossímil. Beijos pra você.

    Bete_davis – aí é que está, a gente foca muito na dificuldade de fazer o que precisa ser feito (i.e. libertar-se das porras que carregamos pela vida) e esquece da incrível sensação de ALÍVIO quando finalmente conseguimos. Beijinho.

    olivio: obrigada por ter guardado os desenhos de alstar. :-)

  18. #18 Roberta
    on Sep 13th, 2012 at 2:52 pm

    Eu nao tive a maletuxa. Pensa no trauma.

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